Medo

Medo
Veja, pense e liberte-se...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Compreenda

É belo dar quando solicitado;porém é mais belo dar por haver compreendido.Participe, mande sugestões, relatos de caso.Este blog também é seu.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

CARACTERÍSTICAS DO AGRESSOR

TODA PESSOA EM CRISE PODE SER LEVADA A UTILIZAR mecanismos perversos para defender-se. Os traços narcísicos de personalidade são muito comumente encontráveis egocentrismo, necessidade de ser admirado, intolerância à crítica). Não são por si só patológicos. Além disso, já nos aconteceu, a todos, manipular outra pessoa visando obter uma vantagem, e todos já experimentamos um passageiro ódio destruidor.

(Livro: Assédio Moral - A violência Perversa do Cotidiano - 2001)

A diferença entre o agressor e uma pessoa que já experimentou um ódio passageiro, apesar da falta de ética de ambos, é que no agressor essa experimentação do ódio é agravada pela perversidade que ele manipula e por esta situação lhe causar prazer, o que não ocorre nas pessoas "comuns", pois após ter experimentado o ódio, ele é seguido de um sentimento de arrependimento.
O agressor tem personalidade narcísica, sendo ela caracterizada da seguinte forma:

- o sujeito tem um sendo grandioso da própria importância;
- é absorvido por fantasias de sucesso ilimitado, de poder;
- acredita ser "especial" e singular;
- tem excessiva necessidade de ser admirado;
- pensa que tudo lhe é devido;
- explora o outro nas relações interpessoais;
- não tem a menor empatia;
- inveja muitas vezes os outros;
- dá provas de atitudes e comportamentos arrogantes.

Essa pessoa tem em sua personalidade a característica de se utilizar de coisas que não são próprias dela, sugando a vítima esses atributos, não conseguindo estabelecer uma relação verdadeira, pois o sentimento de perversidade estará, nela, em evidência. O agressor julga-se superior e moralista com relação às outras pessoas em todos os aspectos, entretanto entendemos que esse sentimento é um conflito de personalidade, uma vez que esta moralidade e superioridade não são verdadeiras, pois na realidade estes sentimentos são de deficiência, os quais serão satisfeitos por meio do assédio moral, que tem como um dos objetivos retirar da vítima o que ela tem de melhor, nem que para isso, os conceitos de moral e ética, até então presentes, porém não utilizados, sejam deixados de lado de uma vez por todas. Para tanto, a força do agressor está em não ter sensibilidade de qualquer natureza, são pessoas frias, com o objetivo único de satisfazer a sua necessidade de destruição e auto-realização.
Para o agressor, quanto mais destruída a vítima se torna, mais prazer em assediar o agressor possui. Quando o agressor for, eventualmente questionado a respeito de sua conduta perversa, imediatamente retornará à condição "normal" , podendo até se passar por vítima. Sendo, portanto, a vítima a única pessoa que se depara com a dupla personalidade do agressor, se torna difícil a comprovação para um superior imediato da prática do assédio moral, uma vez que o superior somente conhece a personalidade "normal" (falsificada) do agressor. Para agredir, o agressor se utiliza de estratégias perversas, jamais imaginadas por pessoas possuidoras de moral e ética. Algumas táticas são utilizadas pelo agressor, com a finalidade de obter sucesso absoluto em suas agressões. São elas: recusar a comunicação direta, desqualificar e desacreditar a vítima, isolar, agregar tarefas inúteis à vítima, induzi-la ao erro, além de alguns casos ocorrer até o assédio sexual, agregado com as práticas utilizadas para o assédio moral.

O nível hierárquico do agressor (quanto maior, melhor) contribui para que o assédio, seja ele sexual ou moral, aconteça com mais facilidade, pois a vítima é amedrontada, é chantageada, fazendo com que ela se reduza a uma posição de impotência e se renda aos ataques perversos do agressor. Quando nos deparamos com pessoas com estas características, o melhor que a vítima tem à fazer é denunciar, expor o agressor sempre que possível e nunca se calar, se render à estas atitudes anti-éticas e sem nenhuma moral. Denunciar sempre é a melhor medida à ser tomada. Se calar, é contribuir para o sucesso da agressão e auto-realização do agressor, uma vez que ele se fortalece a cada derrota da vítima, tendo como final da sua atitude perversa, que varia desde o pedido de demissão da vítima ou até a sua morte.


Fonte: http://www.assediomoral.com.br/home.htm

A Declaração Universal dos Direitos Humanos

• Seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos;
• toda pessoa tem todos os direitos e liberdades sem distinção de cor, sexo, idioma, religião, opinião política e posição econômica;

• todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade, à segurança;

• todos são iguais perante a lei e têm direito de igual proteção da lei;

• todos têm direito à liberdade de pensamento, de consciência e religião;

• todos têm direito à liberdade de opinião e expressão;

• todos têm direito ao trabalho, à livre escolha de seu trabalho, a condições EQUITATIVAS e satisfatórias no trabalho e proteção contra o desemprego;

• todos têm direito a um nível de vida adequado, saúde, bem-estar, alimentação, vestuário, habitação, assistência médica e serviços necessários;

• toda pessoa tem direito à educação e de participar livremente da vida cultural da comunidade, do FLUIR das artes e de participar do progresso científico e dos benefícios que dele advenham.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O que é assédio moral?

Assédio moral ou Violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações".
A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.
Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen "Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien". O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.
Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.

E o que é assédio moral no trabalho?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o 'pacto da tolerância e do silêncio' no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, 'perdendo' sua auto-estima.
O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do 'novo' trabalhador: 'autônomo, flexível', capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar 'apto' significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do 'mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.


Fonte: http://www.assediomoral.org/site/assedio/AMconceito.php